No livro “Orador dos Mortos”, a Teoria da Relatividade, aparece em
diversos trechos e o chamado Paradoxo dos Gêmeos (experimento mental envolvendo
dilatação temporal) aparece no diálogo abaixo:
Nenhum dos dois riu. Depois de muito tempo, Olhado falou de novo. Seus
pensamentos vagaram para um assunto que era mais importante. — Não quero que
Miro fique longe por trinta anos.
— Vinte anos, digamos.
— Daqui a vinte anos, terei trinta e dois. Mas ele voltaria com a mesma
idade que tem hoje. Doze anos mais jovem que eu. Se houver uma garota que
queira se casar com alguém que tenha olhos reflexivos, eu poderia até estar
casado, e ter filhos, então. Ele nem me reconheceria. Não seria mais seu
irmãozinho. — Olhado engoliu em seco. — Seria como se ele morresse.
— Não. Seria como se tivesse passado da segunda vida para a terceira.
— Isso também é como morrer.
— Também é como nascer. Enquanto se fica nascendo, está
bem morrer, às vezes. (CARD, 2007, p.441).
A citação acima do livro de Orson
Scott Card pode ser introduzida em sala como exemplificação da “dilatação do
tempo”, consequência das transformações de Lorentz e da Teoria da Relatividade.
Vamos supor que um homem tem um irmão gêmeo que é
astronauta, ambos têm 40 anos de idade. O astronauta é convidado para uma
missão da NASA (agência espacial americana), na qual irá explorar um novo
planeta descoberto. Tal viagem é realizada numa nave que se move a uma
velocidade de 2.108 m/s. O tempo gasto na viagem cronometrado pela NASA foi de
10 anos. A pergunta é: quando o astronauta voltar, a sua idade será a mesma que
a do seu irmão?
Através da fórmula resultante da dilatação do tempo
(relativamente simples), podemos comprovar a diferença de idade dos irmão.
Chamando Δt’ o tempo de viagem cronometrado pelo astronauta e Δt = 10 anos o
tempo da viagem cronometrado pela NASA (referencial da terra) temos que:
Logo, concluímos que o astronauta estará com 46 anos
após a viagem, enquanto seu irmão terá 50 anos, ou seja, o astronauta estará mais
novo que seu irmão gêmeo!

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